Muitas Noticias me incomodam, umas mais que outras.
Essa do Jornal Nacional que esteve no ar dia 22 de Maio de 2012 “Empresa
americana lança primeiro foguete rumo à Estação Espacial Internacional” e
fico cá com meus botões... Que contribuição social esse tipo de investimento
proporciona a sociedade? Quantos bilhões investidos no espaço!? Bilhões esses
que seria muito bem aceitos nos programas de combate a pobreza e a miséria
mundial. Os Astronautas que me desculpem mais é estarrecedor querer diminuir a
distancia Terra-Espaço, querer saber o que se passa no espaço sideral se nem ao
menos conseguimos diminuir as nossas distâncias sociais.
E a do dia 23 de Maio
de 2012 “Irã e potencias mundiais
discutem programa nuclear” Segundo a reportagem o programa se encontra em
estagio avançado com capacidade para a produção de armamento bélico e o Irã
insiste em relatar que o programa tem fins pacíficos. Como pensar na fabricação
de armamento bélico para fins pacíficos? Sabemos ha muito nas entrelinhas dessa
iniciativa, será para o futuro um poder de barganha por parte do Irã? Não sei. Apenas
questiono mais uma vez, o que a Sociedade/Mundo ganha com essas produções destrutivas?
Essas reportagens me fizeram
relembrar, repensar e reler uma parte do escrito (discurso) do Ex- Senador
Lauro Campos de 03/08/2000. Sobre não meios de produção, produtos destrutivos.
“Continuo meu pronunciamento, mesmo
sabendo que não terei tempo nem para começar a falar. Os economistas
neoliberais definem um bem econômico como sendo algo útil, escasso e disponível.
Alguns chamam de mercadoria, eles chamam de bem econômico. E ao total de bens e
serviços produzidos numa economia nacional durante um ano chamam de PIB, o Produto
Interno Bruto do País. Pois bem, útil a produção bélica não é, útil não é a
produção espacial, que tira fotografias bonitas, ou fotografias do planeta Azul
ou Marte ou de uma outra perspectiva sideral qualquer, que custam à
coletividade mundial às vezes duzentos milhões de dólares. Foi isso que essa
humanidade gastou, essa humanidade que sofre, que paralisou o emprego de quase
1 bilhão de seres humanos, que matou, só nas duas Guerras Mundiais – houve 344
guerras entre 1740 e 1974 - 85 milhões de seres humanos. Foram bens que
se somaram ao PIB dos países produtores desses produtos bélicos, desses
produtos destrutivos. Será que a humanidade não consegue uma organização social,
econômica e política que permita aos homens empregar o seu trabalho, a sua
inquietude, transformar a sua energia e a sua inteligência em algo que sirva,
que não seja uma bomba, que não seja uma arma, que não seja um instrumento de
destruição e de paralisação do próximo? ”
QUE FIQUE A REFLEXÃO E VENHA A CONTRIBUIÇÃO!
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