LUTAR POR DIREITOS, ROMPER COM A DESIGUALDADE
O Serviço Social brasileiro realiza a Campanha Lutar por Direitos, Romper com a Desigualdade como forma de protesto e indignação diante da barbárie capitalista que reitera a desigualdade social, e defende o fortalecimento dos movimentos sociais organizados em defesa dos direitos da classe trabalhadora e de uma sociedade livre e emancipada. Esses são nossos compromissos éticos, teóricos, políticos e profissionais.As desigualdades econômicas e sociais entre países “ricos” e “pobres” se agudizam nesse momento de crise. A especulação financeira vem transformando a sociedade em um grande cassino, sendo esta a característica mais marcante do mercado de capitais, e gerando grandes transferências de capital ao sistema bancário, o que detonou a crise atual, comparável apenas à Grande Crise de 1929, e que ainda está longe de ser superada. Tais condições de reprodução material e das relações sociais no capitalismo contemporâneo têm profundos impactos na crescente e desigual repartição da riqueza mundialmente produzida, já que os 20% mais ricos do mundo ficam com mais de 80% do PIB mundial, o que faz com que 1 bilhão e meio de seres humanos vivam em condição de mera sobrevivência.
Texto retirado da Campanha Lutar por Direitos, Romper com a Desigualdade – CFESS Brasilia, Outubro de 2009. Gestão 2008/2011
Referendo tão grande desigualdade com esse belíssimo poema de Eduardo Galeano.
“As pulgas sonham em comprar um cão, e os ninguéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico de sorte chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chova ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.
Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.” (Eduardo Galeano).
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.” (Eduardo Galeano).
O enfrentamento e a ruptura com essa desigualdade estrutural, reiterada e banalizada, só é possível com a superação da condição que produz essa desigualdade: a apropriação privada da riqueza socialmente produzida. Por isso defendemos a universalização dos direitos como mediação na luta pela socialização da riqueza e superação da desigualdade.
Texto Retirado da Campanha referida acima (CEFESS).


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